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Sexta-feira Santa: liturgia, significado e vivência no coração da fé cristã

Rádio Bom Jesus

Sexta-feira Santa: liturgia, significado e vivência no coração da fé cristã

A Sexta-feira Santa, também chamada de Sexta-feira da Paixão, é um dos momentos mais profundos e marcantes do calendário litúrgico da Igreja. Inserida no contexto do Tríduo Pascal — que recorda a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo —, esta data convida os fiéis ao silêncio, à contemplação e à penitência.

O que celebramos na Sexta-feira Santa?

Neste dia, a Igreja recorda a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Até o entardecer da Sexta-feira Santa, ainda vivemos o primeiro dia do Tríduo Pascal, seguindo a tradição judaica, em que o dia começa ao pôr do sol.

A celebração acontece, tradicionalmente, às 15h, horário que remete à morte de Jesus na cruz. Trata-se de um dia de profundo recolhimento, no qual a Igreja convida os fiéis ao jejum e à abstinência de carne, como forma de penitência e união ao sofrimento de Cristo.

Por que “Sexta-feira da Paixão”?

O termo “Paixão” vem do latim passio, que significa sofrimento. Portanto, ao falar da Paixão de Cristo, nos referimos ao seu padecimento: sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e morte. É a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade.

Um dia sem Missa

A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não se celebra a Santa Missa em toda a Igreja. Em vez disso, realiza-se a Celebração da Paixão do Senhor. A Eucaristia distribuída neste dia é consagrada na Quinta-feira Santa, na Missa da Ceia do Senhor.

Além disso, até a Vigília Pascal no Sábado Santo, a Igreja não celebra outros sacramentos, exceto os de cura, como a confissão e a unção dos enfermos.

Como é a liturgia da Sexta-feira Santa?

A celebração é marcada por profunda sobriedade e se divide em momentos significativos:

  • Entrada em silêncio: o sacerdote se prostra diante do altar, em sinal de luto e penitência.
  • Liturgia da Palavra: com destaque para a narração da Paixão segundo São João (capítulos 18 e 19), que descreve desde a prisão até o sepultamento de Jesus.
  • Momento de contemplação: ao recordar a morte de Cristo, os fiéis são convidados a se ajoelhar e meditar sobre o mistério da cruz.
  • Oração Universal: composta por dez intenções, a Igreja reza por toda a humanidade — pela Igreja, pelos governantes, pelos que sofrem, pelos que não creem, entre outros.
  • Adoração da Cruz: momento central da celebração, onde os fiéis veneram o Cristo crucificado. Em muitas comunidades, acontece o gesto do beijo na cruz.
  • Comunhão: realizada com as hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

Sinais e símbolos deste dia

A cor litúrgica da Sexta-feira Santa é o vermelho, que simboliza o sangue de Cristo derramado na cruz. Outro sinal importante é o encobrimento das imagens, prática iniciada no V Domingo da Quaresma, como expressão de luto, penitência e introspecção.

Após a celebração, a cruz permanece exposta para a veneração dos fiéis, enquanto as demais imagens continuam cobertas até a Vigília Pascal.

A vivência espiritual da Sexta-feira Santa

Mais do que tradições populares como a Via-Sacra e as procissões, a Igreja convida os fiéis a mergulharem profundamente no mistério da cruz. É um dia para silenciar, rezar e contemplar o amor de Cristo, que entregou sua vida pela salvação de todos.

Dentro da programação da Semana Santa, a Rádio Bom Jesus FM prepara uma cobertura especial, acompanhando os principais momentos deste tempo litúrgico tão significativo. Nesta Sexta-feira Santa, os fiéis poderão acompanhar ao vivo a transmissão do Ato Litúrgico a partir das 15h, diretamente da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, presidido por Dom Mário Antônio, Arcebispo Metropolitano de Cuiabá/MT, permitindo que todos vivenciem este momento de fé, mesmo à distância.

A Sexta-feira Santa nos recorda que a cruz não é o fim, mas o caminho que conduz à ressurreição. Como cristãos, somos chamados a permanecer firmes, com os olhos fixos no Senhor, certos de que “se com Ele morremos, com Ele também viveremos”.

Da cruz, nasce a esperança. Da dor, brota a vida. E é neste mistério que a fé cristã encontra sua força e sentido.

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