O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), em uma entrevista à Rádio Bom Jesus FM nesta quarta-feira (10), disse ser atacado injustamente. Para o gestor, sua vida pública foi injustamente atacada para atender interesses de adversários políticos.
A resposta foi feita ao jornalista, Leandro Agostini, no programa Expresso 33, quando questionado sobre o título de prefeito com o maior número de operações policiais no cargo. Lembrando que Pinheiro foi investigado em mais de 15 operações polícias em seus governos.
“Quem vai repor a minha reputação? A minha imagem, desgastes e ofensas que recebi? Fui atacado eu, minha família e minha equipe esse tempo inteiro. Quem vai repor?” questionou Emanuel.
Questionado sobre a Comissão Processante da Câmara de Cuiabá, Pinheiro disse estar confiante. “Eles pegaram essa decisão, em cima de uma decisão que não existia, e levando adiante de uma Comissão Processante, mas não tem problema, porque é mais uma oportunidade que vou ter de mostrar que sou inocente”, concluiu o prefeito.
A comissão Processante foi aprovada pela Câmara de Vereadores da Capital para investigar o Prefeito Emanuel Pinheiro. Foram 16 votos a favor e 8 contrários.
A operação citada como base foi a Capistrum, que cumpriu medidas cautelares criminais de busca e apreensão e sequestro de bens em desfavor do prefeito de Cuiabá e sua esposa, do chefe de gabinete da prefeitura, da secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos e do ex-coordenador de Gestão de Pessoas. A decisão judicial também determinou o afastamento da função pública em relação ao prefeito e aos servidores e a prisão temporária do chefe de gabinete.
As decisões são oriundas de investigações originadas no Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de Cuiabá relacionadas a ilícitos apurados na Secretaria Municipal de Saúde.
Sobre os projetos políticos, o atual prefeito manteve a discrição. Preferiu ser singelo em afirmar que prefere focar nos nove meses que restam na gestão. Pinheiro foi reeleito prefeito de Cuiabá em 29 de novembro de 2020, com 51,17% de votos válidos. Foi uma das disputas mais acirradas da história de Cuiabá.